Comunicação | Notícias

2007-09-04
Active Space Technologies junta-se à restrita lista de instituições portuguesas com participação em hardware espacial

A 14 de Setembro um lançador Soyuz colocará o YES2, da Agência Espacial Europeia, em órbita a partir de Baikonur, no Cazaquistão. O satélite YES2 tem grande parte do projecto de engenharia térmica desenvolvido pela Active Space Technologies, que também contribui significativamente em vários subsistemas mecânicos.

O segundo Young Engineers Satellite é um projecto do Departamento de Educação da ESA que envolve estudantes Europeus no desenvolvimento de todos os subsistemas do satélite. O YES2 SpaceMail é um demonstrador de tecnologia que visa experimentar um novo método de transporte de carga do espaço para a Terra, nomeadamente a partir da Estação Espacial Internacional. Mais especificamente, será testada uma inovadora tecnologia de reentrada usando cabos em detrimento dos convencionais métodos de propulsão.

O papel da Active Space Technologies consistiu no apoio técnico no desenho e modelação térmica e na análise de compromisso entre o cumprimento dos requisitos de interfaces e a performance térmica do YES2. A Active Space Technologies participou, ainda, na campanha de testes, disponibilizando recursos humanos para suporte, no ESTEC, dos testes de vibração e de ciclos térmicos. Em particular, a Active Space Technologies desenvolveu actividades da campanha de testes no que concerne a definição de procedimentos, acompanhamento de testes, análise e correlação de resultados, apoio a diversos subsistemas e projecto e fabrico do Mechanical Ground Support Equipment.

João Ricardo, engenheiro na AST e actualmente responsável – em Boston - pelo desenho e análise estrutural do satélite Mars Gravity do MIT, afirma: "O YES2 é o projecto-bandeira do Departamento de Educação da ESA e, por isso, terá uma projecção considerável. O facto de a Active Space Technologies ter participado activamente em vários estágios do desenvolvimento do satélite dá-nos também uma projecção e competências acrescidas no contexto da indústria espacial europeia. Esta experiência permite também aumentar a rede de contactos internacionais e expandir o know-how que se adquiriu através da nossa parceria com a Delta-Utec e da nossa presença na ESA. Para uma jovem empresa portuguesa que se vem afirmando na indústria aeroespacial europeia estas mais-valias são preciosas."

Ricardo Patrício, sócio da AST e consultor térmico para o projecto, revela a importância da missão para a empresa: “a corrida espacial portuguesa é entre a Lusospace e a EFACEC, que lutam entre si para ter o primeiro instrumento, de tecnologia portuguesa, no espaço. Isto para além do PoSat, a primeira experiência nacional – embora numa fase pré-industrial - no sector. Porém, a Active Space Technologies, no que concerne a projecto e desenvolvimento de hardware, evidencia aqui o seu potencial de criar a primeira ‘heritage’ nacional no domínio espacial.”

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